Reflexão…

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Hoje eu penso em você como quem pensa em um sonho distante…

Talvez seja estranho quando eu digo que nem sinto mais a tua falta… mas acho que isso seria talvez num tom de “sei que você está aí em algum lugar no mundo, mas não preciso te ver ou te ouvir… saber basta.”

Eu vejo muitas brumas, eu vejo muitas mulheres congeladas no tempo… eu vejo a moça ruiva e seu trigal… e sorrio ternamente… tudo reluz num passado…

Penso que não tão remoto, mas, pensando bem, já faz tanto tempo… e talvez seja por isso que meu coração já se aquietou e hoje eu posso olhar para o passado e para o futuro sem sentir dor… e sorrir alegre, lembrando com ternura de você, da sua fala, da sua respiração, da sua alma terna… e talvez agora eu esteja mais preparada para aceitar seus motivos.

Sim, aceitar, porque, bem, entender foi fácil, mas aceitar, o coração não quis e não vou, nem quero ser forte e dizer que eu não sofri… mas você foi honesto e eu… eu apenas desabei por ver que o meu castelo, mesmo antes de soerguer-se, havia desmoronado e não havia a mínima chance de que um dia ele pudesse vir a ser real…

Eu amei você com tudo o que o meu coração podia, com tudo o que a minha alma queria e não sei se um dia eu conseguirei me desvencilhar disso… mas o mais importante é que hoje eu não sofro mais e posso olhar para você e sorrir e me virar e ir embora sem dizer palavra…

E isso bastará e eu não sofrerei mais…

 

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